Bem, em busca de um método.
Em meu caso, eu faria assim:
Primeiro, leria o texto todo, marcando algumas coisas que sempre me chamam a atenção, e outras que se destacam durante a leitura. Durante a leitura, eu pararia para ver algumas explicações de referências que não entendi - nomes, lugares, etc. Ainda, durante a leitura, eu iria lendo alguns textos sobre aspectos da obra, dialogando a recepção crítica do livro.
Terminada essa parte, eu voltaria para rever minhas anotações, e o que eu coloquei em destaque e evidência. Então seria meu momento de escolher sobre o que eu iria me concentrar. Haveria o encontro entre as minhas anotações e marcações e algumas cenas. Sobre essas cenas eu fazia uma leitura mais densa, uma análise de sua organização: contexto imediato da cena, onde as coisas acontecem, quem está envolvido, objetos de cena, referências audiovisuais, relações entre as figuras da cena, relações entre as figuras e os outros elementos de cena.
Bem de posse desse elementos que eu posso chamar de pré-composicionais, que estimularam minha criatividade, eu passaria a estabelecer um diálogo criativo com o que foi levantado das cenas escolhidas. Seria o momento de elaborar possíveis homologias para orientar minhas decisões criativas, minhas apropriações e transformações.
Posso começar com ideias ou referentes gerais tais como "ira", "masculinidade" ou " sagrado". Ou posso fazer algo mais técnico como ver o espaço ou lugares e ver suas materializações na obra que pretendo realizar. Assim, se a cena escolhida se dá em um campo de batalha, posso transferir isso para uma praça de shopping, para um quarto de motel, etc. Daí começo a justificar minhas opções e meus atos de intervir no material. Eu estou propondo uma reorganização dos materiais que eu analisei. Se tenho uma figura isolada, posso multiplicá-las por diversos agentes fazendo a mesma figura, colocando vídeos, ou mais agentes em cena. Se tenho um contraste dual, os meus intérpretes podem fazer jogos a partir do contraste que foi identificado no texto. Posso a partir do que analisei no texto propor jogos, improvisos para meus atores e trabalhar com o material que eles produzirem.
Em todo o caso, eu preciso ter um conjunto de materiais a partir das análises textuais e dos estímulos bibliográficos.
Posso ainda me valer das figuras e situações discutidas em sala de aula para materializa-las em cena junto com que vem do texto, como a figura do cantador, a dança a partir dos ritmos tradicionais, etc. Ou seja, trata-se de unir o material do texto com a compreensão do método criativo presente em A Ilíada.
Voltando para as homologias, temos produção de diversos sons nas cenas lidas e escolhidas. Isso pode encontrar resposta na presença de sons produzidos em cenas, e que podem vir de diversas fontes: os agentes em cena realizem esses sons, sons pré-gravados, sons modificados ao vivo, etc.
Em meu caso, eu faria assim:
Primeiro, leria o texto todo, marcando algumas coisas que sempre me chamam a atenção, e outras que se destacam durante a leitura. Durante a leitura, eu pararia para ver algumas explicações de referências que não entendi - nomes, lugares, etc. Ainda, durante a leitura, eu iria lendo alguns textos sobre aspectos da obra, dialogando a recepção crítica do livro.
Terminada essa parte, eu voltaria para rever minhas anotações, e o que eu coloquei em destaque e evidência. Então seria meu momento de escolher sobre o que eu iria me concentrar. Haveria o encontro entre as minhas anotações e marcações e algumas cenas. Sobre essas cenas eu fazia uma leitura mais densa, uma análise de sua organização: contexto imediato da cena, onde as coisas acontecem, quem está envolvido, objetos de cena, referências audiovisuais, relações entre as figuras da cena, relações entre as figuras e os outros elementos de cena.
Bem de posse desse elementos que eu posso chamar de pré-composicionais, que estimularam minha criatividade, eu passaria a estabelecer um diálogo criativo com o que foi levantado das cenas escolhidas. Seria o momento de elaborar possíveis homologias para orientar minhas decisões criativas, minhas apropriações e transformações.
Posso começar com ideias ou referentes gerais tais como "ira", "masculinidade" ou " sagrado". Ou posso fazer algo mais técnico como ver o espaço ou lugares e ver suas materializações na obra que pretendo realizar. Assim, se a cena escolhida se dá em um campo de batalha, posso transferir isso para uma praça de shopping, para um quarto de motel, etc. Daí começo a justificar minhas opções e meus atos de intervir no material. Eu estou propondo uma reorganização dos materiais que eu analisei. Se tenho uma figura isolada, posso multiplicá-las por diversos agentes fazendo a mesma figura, colocando vídeos, ou mais agentes em cena. Se tenho um contraste dual, os meus intérpretes podem fazer jogos a partir do contraste que foi identificado no texto. Posso a partir do que analisei no texto propor jogos, improvisos para meus atores e trabalhar com o material que eles produzirem.
Em todo o caso, eu preciso ter um conjunto de materiais a partir das análises textuais e dos estímulos bibliográficos.
Posso ainda me valer das figuras e situações discutidas em sala de aula para materializa-las em cena junto com que vem do texto, como a figura do cantador, a dança a partir dos ritmos tradicionais, etc. Ou seja, trata-se de unir o material do texto com a compreensão do método criativo presente em A Ilíada.
Voltando para as homologias, temos produção de diversos sons nas cenas lidas e escolhidas. Isso pode encontrar resposta na presença de sons produzidos em cenas, e que podem vir de diversas fontes: os agentes em cena realizem esses sons, sons pré-gravados, sons modificados ao vivo, etc.
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