Como vimos, Ilíada não é uma obra cômica.
A provocação do curso é a de usar procedimentos de comicidade discutidos em sala de aula e aplicá-los no processo criativo.
Como vimos, há um deslocamento nas últimas décadas do efeito do riso para a produção, para o processo da comicidade.
Na verdade temos, desde Bakhtin, a mútua implicação entre procedimentos de transformação de contextos, procedimentos estes que se encontram em obras cômicas e não cômicas.
Entre os procedimentos, temos dois grandes grupos:
1- o que se direciona para marcadas distinções sociais e suas valorações, tendo como ponto de partida certas oposições e dualidades.
2- o que se define a partir de questões semânticas, e na redefinição de referentes, e o consequente efeito cognitivo dessa redefinição.
No primeiro caso, pega-se uma ação, decompõe-se essa ação entre seus agentes, estabelece uma relação hierárquica entre esses agentes, e se aplica a esta hierarquia uma escala de valores, distribuída em oposições binárias.
No segundo caso, a partir de uma ação ou de uma fala, alteram-se os conteúdos referidos nas ações e falas, ou as expectativas mesmas dessa ação.
Abs.
Marcus, essas pequenas partituras que podem ser experimentadas nas aulas, como foi o trabalho de ontem, abre um campo bem interessante para compreensão na prática do que você está propondo. Estou aqui navegando pelo blog, e achei bem interessante o trabalho que vc publicou sobre a Ilíada de Vasiliev. Com certeza, se fossem outras as circuntâncias, poderíamos juntar essas partituras, e o resultado seria bem interessante, transitando pelas teorias de superioridade e incongruência, como também a produção de cenas que pudessem não estar dentro dessas teorias, e que produzisse um efeito cênico bem bacana.
ResponderExcluirabç,
Denise
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirVerdade, Denise! A prática de quinta foi bem esclarecedora nesses conceitos!!! Seria bem legal dar continuidade...
ResponderExcluir