Grupo 3º - de acordo com a ordem de apresentação em sala de aula
Componentes: DENISE, ISA, LUIZA, MÔNICA E VALESKA
Título da Trabalho – “Selfilíada”
O grupo selecionou frases da obra Ilíada com o propósito de trabalhar:
ü Elemento surpresa;
ü Desconstrução do significado das palavras e sons;
ü Brincar com a espontaneidade das ideias e improvisações;
ü Interagir e trazer a plateia para a cena;
ü Romper com a linearidade da cena;
ü Repetição de palavras e gestos;
ü Oposição de novos signos verbais com corporais;
ü Incorporação de comportamento veiculado pela mídia, o chamado hábitos virais.
ü Nonsense na incongruência, deslocamentos de sentidos;
ü Registro como parte da experiência
A cena dividida em três movimentos:
- Aquecimento – O grupo inicia a cena, aquecendo a voz com o canto, não há canto - quebra de expectativa;
- Jogos com as frases – interação com a plateia;
- Finalização com o “selfie” - integração com a plateia - construção de um corpo conjunto.
Sobre as frases:
Na seleção das frases, privilegiou-se construções que provocassem estranhamento, e que pudessem ser deslocadas para múltiplos significados.
Não buscou nenhuma história fechada, repetia-se a frase junto às ações corporais, e assim criando novas conotações. Na improvisação concentrou-se nas frases 1, 2, 3, 4, 5 e 6.
Obras consultadas: Ilíada de Carlos Alberto Nunes e Ilíada de Frederico Lourenço
- Olhos glaucos;
- Não temos espólio abundante intacto;
- Guerreiros de glevas bem feitas;
- Fogosos corcéis;
- E depois degolaram e esfolaram;
- Encontrou o fogoso filho Príamo, o divino Heitor - pág 438 de LOURENÇO;
- Hera rainha com olhos de plácida toura – pág 129 de LOURENÇO;
- Era o rei de Pilos arenosa – pág? de LOURENÇO:
- Pés prateados;
- Lavram as labaredas indefectíveis – pág? de LOURENÇO
Imagem da perfomance:
Coro e corifeu:
O coro foi composto por cinco mulheres, onde em cada momento uma se destacava, assumindo a figura do corifeu, levando uma frase do texto escrita num pedaço de papel para uma pessoa da plateia. Esta deveria ler o que estava escrito e a partir da leitura, as reações do coro aconteciam, trabalhando assim, a integração do grupo com a plateia.
A desfecho da cena ficou com um registro em foto de celular do grupo e audiência, caracterizando o momento “selfie” da atualidade.
Comicidade e Leituras:
Há várias possibilidades de leituras, por exemplo, poderíamos argumentar que o nonsense da cena associa-se a ação viral de atos nonsenses de realizações de selfs.
No entanto, o mais importante para o grupo foi a possibilidade de experimentações. O trabalho tentou manter-se coerente com as teorias de comicidade: 1- Superioridade e 2- Incongruência.
A partir da revisão das teorias, não houve a preocupação de provocar risos, apenas experimentar possibilidades que poderiam causar efeitos de comicidade em:
ü utilização de frases, descontextualizando-as da obra e época;
ü integrar as percepções pessoais e imaginárias de cada membro do grupo quando leram obra;
ü provocar sons na expressão falada, o que poderia provocar o uso de possibilidades corporais junto ao som produzido.
Em se tratando de um grupo de mulheres com sua força de expressão, aconteceu espontaneamente um jogo feminino de atuação, com certo grau de deboche de acordo com a proposta inicial.
Portanto, uma diretriz de leituras de Ilíada.
Eis aqui nossas Selfilíadas com olhos bovinos e olhos de plácida toura!
Selfilíada no Oscar: tcharãããã!!!
Valeu gente!!! Adoramos!

Que legal! Vocês são ótimos! Que turma criativa essa!
ResponderExcluirAbs