Olá, sou Paula Sallas!
Sou atriz e arte-educadora formada em Educação Artística - Artes Cênicas pela Universidade de Brasília em 2011. Faço parte do grupo de pesquisa Corpo Poético, com a linha de pesquisa NUTRA. Também sou integrante do grupo NUTRA Teatro desde 2007. Neste grupo trabalhamos o treinamento para atores, a linguagem do palhaço, as técnicas circenses e o ator interagindo com o público com instrumentos musicais na rua. Nosso grupo possui um espaço cultural em Samambaia chamado Ponto de Cultura Galpão do Riso, onde seu principal projeto é o Incubadora de Palhaços, que visa um laboratório de criação de números de clown, desenvolvimento de claques, gags, acrobacias e aparelhos circenses.
Por esta disciplina ser direcionada para a dramaturgia cômica, e meus trabalhos tem, também, este direcionamento por meio do palhaço, meu objetivo nela é tornar cada vez mais claro o processo de composição da cena cômica. Potencializando meu trabalho quanto palhaça e atriz.
segunda-feira, 31 de março de 2014
Sobre teorias da comicidade
Uma boa introdução sobre conceitos de comicidade está no link:
http://plato.stanford.edu/entries/humor/
Vejam como há diversos modos de se definir a comicidade. O importante é que para cada abordagem há um pressuposto.
http://plato.stanford.edu/entries/humor/
Vejam como há diversos modos de se definir a comicidade. O importante é que para cada abordagem há um pressuposto.
domingo, 30 de março de 2014
Retórica e Performance
O Rogério comentou sobre a possibilidade de usar elementos de forma musical para ler Homero.
Bem, este tema é uma questão da aplicabilidade da retórica musical para leitura de textos não musicais.
No século XX, por meio do Modernismo, enfrentamos uma belicosa reação a temas e situações da retórica. Retórica virou sinônimo de conjunto de regras, de passadismo. Mas nem sempre foi assim.
Não é em vão que a retórica na Antiguidade foi formulada a partir da situação de se organizar a situação entre o produtor de discursos e sua audiência. A teatralidade dessa situação fez com que a teoria da retórica fosse ao mesmo tempo uma das primeiras teorias da performance. A vocação da retórica, antes de apropriada e reduzida pela cultura latina, foi um ênfase na racionalidade das situações performativas, tentando explicitar todas as etapas, da composição à recepção de eventos performativos. O chamado renascimento ampliou os estudos retóricos para objetos não linguísticos, como a música. Bach era professor de música e de Retórica. A retórica musical baseava-se no fato de que a organização de uma obra passa pela adoção de formas que promovem vínculos entre o performer e sua audiência. Um dos grandes tópicos dos estudos retóricos é a compreensão da atividade multisetorial na organização de uma obra. Toda obra é dividida em partes. E a relação das partes entre si, e das partes com o todo é um tema fundamental desde Platão. Dessa forma, há paralelos, homologias entre como obras musicais se dividem em partes e seções e obras não musicais.
Como a retórica discute e analise tais divisões, a aproximação entre divisão em partes de obras musicais e obras não musicais na verdade aproxima tais obras de situações performativas.
Dessa forma, as organizações de obras com definições diferentes podem ser aproximadas e comparadas em função de tradições retóricas.
Bem, este tema é uma questão da aplicabilidade da retórica musical para leitura de textos não musicais.
No século XX, por meio do Modernismo, enfrentamos uma belicosa reação a temas e situações da retórica. Retórica virou sinônimo de conjunto de regras, de passadismo. Mas nem sempre foi assim.
Não é em vão que a retórica na Antiguidade foi formulada a partir da situação de se organizar a situação entre o produtor de discursos e sua audiência. A teatralidade dessa situação fez com que a teoria da retórica fosse ao mesmo tempo uma das primeiras teorias da performance. A vocação da retórica, antes de apropriada e reduzida pela cultura latina, foi um ênfase na racionalidade das situações performativas, tentando explicitar todas as etapas, da composição à recepção de eventos performativos. O chamado renascimento ampliou os estudos retóricos para objetos não linguísticos, como a música. Bach era professor de música e de Retórica. A retórica musical baseava-se no fato de que a organização de uma obra passa pela adoção de formas que promovem vínculos entre o performer e sua audiência. Um dos grandes tópicos dos estudos retóricos é a compreensão da atividade multisetorial na organização de uma obra. Toda obra é dividida em partes. E a relação das partes entre si, e das partes com o todo é um tema fundamental desde Platão. Dessa forma, há paralelos, homologias entre como obras musicais se dividem em partes e seções e obras não musicais.
Como a retórica discute e analise tais divisões, a aproximação entre divisão em partes de obras musicais e obras não musicais na verdade aproxima tais obras de situações performativas.
Dessa forma, as organizações de obras com definições diferentes podem ser aproximadas e comparadas em função de tradições retóricas.
Cursos Online
Dêem uma olhada no link https://www.coursera.org.
Ali temos diversos cursos em várias áreas. cursos online gratuitos.
há cursos básicos de produção musical, entre outros temas.
abs.
Ali temos diversos cursos em várias áreas. cursos online gratuitos.
há cursos básicos de produção musical, entre outros temas.
abs.
links para pesquisa sobre comicidade
A-Site que reúne vários links:
http://www.humorresearch.org
B- The International Society for Humor Studies
http://www.humorresearch.org. Neste site há fontes bibliográficas, informações sobre eventos, entre outros dados.
C- Por incrível que pareça há uma Luso-Hispanic Humor Studies Society. E que vai ter um congresso em Honolulu. http://ilhhumorsoc.org.
Revistas
Temos:
1- Comedy Studies http://www.tandfonline.com/loi/rcos20#.Uzg_P9yL7bw
2- International Journal of Humor Research. http://www.degruyter.com/view/j/humr
3- The European Journal of Humour Research. http://www.europeanjournalofhumour.org/index.php/ejhr
MATERIAL PARA QUINTA FEIRA DIA 03 DE ABRIL
No próximo encontro vamos falar de comicidade.
Como materiais, temos
1- BELL, R. Homer´s Humor:Laughter in The Iliad. V. http://www.nhinet.org/bell20-1.pdf.
2- Humor Research : State of the Art http://wwwhome.cs.utwente.nl/~anijholt/artikelen/ctit24_2002.pdf.
Como materiais, temos
1- BELL, R. Homer´s Humor:Laughter in The Iliad. V. http://www.nhinet.org/bell20-1.pdf.
2- Humor Research : State of the Art http://wwwhome.cs.utwente.nl/~anijholt/artikelen/ctit24_2002.pdf.
4º NA PONTA DO NARIZ - festival internacional de palhaçaria e comicidade: Sue Morrison
(01 a 25 de abril de 2014)
www.napontadonariz.com
Por enquanto, segue a programação para vocês ajudarem no buxixo, anotarem em suas agendas e irem se programando, ok?
PROGRAMAÇÃO COMPLETA: http://goo.gl/gNkcma
www.napontadonariz.com
Por enquanto, segue a programação para vocês ajudarem no buxixo, anotarem em suas agendas e irem se programando, ok?
PROGRAMAÇÃO COMPLETA: http://goo.gl/gNkcma
- Peço desculpas por publicar esse material no nosso Blog, mas aviso que o Marcus Mota autorizou a publicação. Enfim, a poética/linguagem/estética da palhaçaria é o universo do meu objeto de pesquisa de doutorado. Por isso, estarei sempre sendo recorrente nesse assunto e ampliando as discussões nesse caminho.
- Desta vez, versarei sobre esse curso da Sue Morrison (estadunidense que formar palhaços nos EUA e pelo mundo). Eu passei numa seleção do 3º Na Ponta do Nariz - Festival Internacional de palhaçaria e comicidade, para fazer o curso dela lá em Goiânia. Ficarei duas semanas em Goiânia, a partir do dia 14 de abril, sob a regência da Sue Morrison e, no final, apresentarei uma cena sob a sua orientação no Cabaré do festival.
- Para as pessoas que gostam de espetáculos de palhaços e que queiram conferir a programção, é só clicar no site onde encontrará a programação completo.
No mais, um super beijo e até quinta-feira que vem.
Palhaço SHUPS, vulgo Denis Camargo
sábado, 29 de março de 2014
musicalidade e Homero
Como vimos, a musicalidade do texto homérico não é baseada em elementos isolados.
Todos os quase 16 mil versos possuem um padrão rítmico explícito. A obra é identificada, reconhecida em função desse padrão.
Ou seja, na Ilíada temos uma organização rítmica que organiza toda a obra. Para que uma obra dessa complexidade e extensão se organize ritmicamente, não basta apenas possuir um único padrão. Na verdade, a disposição das palavras em versos, a seleção das palavras de acordo com o metro é um dos procedimentos rítmicos. Ele se entrechoca com outros, como a construção em blocos. É possível identificar blocos de versos que constituem seções e partes da obra. Assim, temos a obra inteira, que é subdividida em cantos(24 cantos), cada canto tem suas subseções. Ainda, temos cenas de grupo, cenas de duplas, cenas de contrastes entre personagens-espaços, cenas de indivíduos, cenas internas e externas. Lembrar sempre que para a sobrevivência do rapsodo a variação era fundamental.
Dessa forma, aquilo que quantificamos,o ritmo, pode ser na verdade de diferentes materiais. Podemos quantificar os sons, os espaços, os encontros, a textura ou densidade da cena(um agente, dois agentes, um grupo).
Todos os quase 16 mil versos possuem um padrão rítmico explícito. A obra é identificada, reconhecida em função desse padrão.
Ou seja, na Ilíada temos uma organização rítmica que organiza toda a obra. Para que uma obra dessa complexidade e extensão se organize ritmicamente, não basta apenas possuir um único padrão. Na verdade, a disposição das palavras em versos, a seleção das palavras de acordo com o metro é um dos procedimentos rítmicos. Ele se entrechoca com outros, como a construção em blocos. É possível identificar blocos de versos que constituem seções e partes da obra. Assim, temos a obra inteira, que é subdividida em cantos(24 cantos), cada canto tem suas subseções. Ainda, temos cenas de grupo, cenas de duplas, cenas de contrastes entre personagens-espaços, cenas de indivíduos, cenas internas e externas. Lembrar sempre que para a sobrevivência do rapsodo a variação era fundamental.
Dessa forma, aquilo que quantificamos,o ritmo, pode ser na verdade de diferentes materiais. Podemos quantificar os sons, os espaços, os encontros, a textura ou densidade da cena(um agente, dois agentes, um grupo).
Apresentação Isa Sara Rêgo
Brasília, imagem do celular em
08 de dezembro de 2013.
Fomos
para Brasília, a sagrada cidade do poder. Outrora, estaríamos as margens de
Itapuã, berço de Salvador (BA), onde fomos criados. A exaustiva e feliz batalha
do Mestrado (PPGDAN-UFBA) findou-se, sendo excelente para aplacar os ardores das
Novas Tecnologias em simbiose com a Dança. Foram construídas casas sobre
rochas, imagens de um corpo que chamamos de Corpociborgue.
Dos
céus ouvimos voz latente e faiscante: “Ficai aqui até que se cumpra todos os
propósitos”. Mandou-me para UNB e muitas recomendações me fez: Que primasse
pela dança em todos os seus aspectos, para que seus relatos descrito nos livros
da Bíblia, não fossem esquecidos.
Caminhamos
longe do mar agora, mas perto de muitos insigths, que juntam-se como areia ao
longe e vão se definindo a cada dia: As deusas do Olimpo tem sido a nossa
principal inspiração para pensar uma instalação transcultural e
interdisciplinar.
“Mas
a nossa tarefa está por cumprir – aquela por causa da qual viemos”.
Inspirado
na obra Ilíada, de Homero.
sexta-feira, 28 de março de 2014
Apresentação Luiza Beloti Abi Saab
Oi gente! Meu nome é Luiza Beloti Abi Saab e sou de Londrina - PR. Sou graduada em Artes Cênicas pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), onde iniciei o desenvolvimento da minha pesquisa. Meu estudo (e paixão, daquelas que MOVEM mesmo...) é uma linguagem de dança contemporânea de Israel, chamada Gaga, criada pelo bailarino/coreógrafo Ohad Naharin dentro da Batsheva Dance Company há mais de 30 anos.
Por ser uma linguagem recente, há pouquíssimos trabalhos e informações sobre, apenas constando matérias em revistas eletrônicas e tal. Mas não tem jeito, o negócio tá BOMBANDO em Israel e em todo Oriente e quase nao chega aqui no Brasil.
| Essa foto é de um momento crucial da pesquisa: fui à Israel em 2012 para beber da fonte e respirar aquela doidera que é aquele povo/ país/ religião/ política. |
Sendo assim, iniciei minha pesquisa há 4 anos com a tarefa de "registrar" essa linguagem, de contar o que é, por que é, de onde é, pra quem é, se é... E mais: falando agora de um lado mais artístico meu, estudo a aplicação de alguns princípios dessa linguagem, que até hoje é especificamente desenvolvida na dança, para o desenvolvimento do trabalho do ator. Essa fase da pesquisa se dá através de aplicações práticas mesmo, em que reúno pessoas interessadas, artistas ou nao, e testamos as consequências dessa linguagem para o trabalho do ator.
Aqui segue um link para um vídeo curtinho e lindo sobre Gaga, Ohad e Batsheva! https://www.youtube.com/watch?v=ZzXhcNFXwYM
Pensando nessa linha, penso em guiar meu projeto da disciplina para um viés mais dançado...
Ah, sou aluna regular do mestrado, recém-chegada, da linha Processos Composicionais para a Cena e orientada por Soraia Maria Silva!
Bom semestre pra gente!
Aqui segue um link para um vídeo curtinho e lindo sobre Gaga, Ohad e Batsheva! https://www.youtube.com/watch?v=ZzXhcNFXwYM
Pensando nessa linha, penso em guiar meu projeto da disciplina para um viés mais dançado...
Ah, sou aluna regular do mestrado, recém-chegada, da linha Processos Composicionais para a Cena e orientada por Soraia Maria Silva!
Bom semestre pra gente!
quinta-feira, 27 de março de 2014
AULA DE HOJE: 27-03-2014
Para a aula de hoje vamos começar a examinar a musicalidade do texto homérico.
Para tanto vamos seguir em passos.
Como introdução, a retomada da questão homérica por meio dos estudos de M.Parry e A.Lord. Veremos um rapsodo da região dos Balcãs, antiga Iuguslávia. A partir daí tudo mudou nos estudos homéricos
Depois uma série de propostas de atualizações performativas do texto grego a partir do som.
Primeiro, uma aproximação ao metro de Homero por meio dos estudos de S. Daitz.
Saindo do reino da palavra falada, apresento uma transcrição rítmica dos primeiros versos de A Ilíada.
Depois, teremos uma recitação de trechos da Ilíada, a partir de recital de Philippe Brunet, apresentado aqui na Universidade de Brasília, em 2013, durante o I Festival Internacional de Teatro Antigo.
Em seguida teremos uma aproximação entre texto, fala e dança a partir dos estudos de A.P.David.
Links:
Para mais de Philippe Brunet, v.
1- https://www.youtube.com/watch?v=knZGPPnNDVQ
2-https://www.youtube.com/watch?v=p_VSdJORlBM
3- La Compagnie Démodocos : http://cpta.free.fr/
Para M. Parry,
1- Coleção M.Parry em Harvard:
http://chs119.chs.harvard.edu/mpc/
Para A.P.David
V. http://danceofthemuses.org/Dance_of_the_Muses/Home.html
Para alguns trechos recitados por S.Daitz,
1- http://www.rhapsodes.fll.vt.edu/index.php
Para tanto vamos seguir em passos.
Como introdução, a retomada da questão homérica por meio dos estudos de M.Parry e A.Lord. Veremos um rapsodo da região dos Balcãs, antiga Iuguslávia. A partir daí tudo mudou nos estudos homéricos
Depois uma série de propostas de atualizações performativas do texto grego a partir do som.
Primeiro, uma aproximação ao metro de Homero por meio dos estudos de S. Daitz.
Saindo do reino da palavra falada, apresento uma transcrição rítmica dos primeiros versos de A Ilíada.
Depois, teremos uma recitação de trechos da Ilíada, a partir de recital de Philippe Brunet, apresentado aqui na Universidade de Brasília, em 2013, durante o I Festival Internacional de Teatro Antigo.
Em seguida teremos uma aproximação entre texto, fala e dança a partir dos estudos de A.P.David.
Links:
Para mais de Philippe Brunet, v.
1- https://www.youtube.com/watch?v=knZGPPnNDVQ
2-https://www.youtube.com/watch?v=p_VSdJORlBM
3- La Compagnie Démodocos : http://cpta.free.fr/
Para M. Parry,
1- Coleção M.Parry em Harvard:
http://chs119.chs.harvard.edu/mpc/
Para A.P.David
V. http://danceofthemuses.org/Dance_of_the_Muses/Home.html
Para alguns trechos recitados por S.Daitz,
1- http://www.rhapsodes.fll.vt.edu/index.php
mais links em artes cênicas- em francês
Para os francófonos, temos aqui uma série de links
na Société d' Histoire duThéâtre. Links para publicações, centros de pesquisa e documentação.
http://www.sht.asso.fr/ressources/liens_utiles
na Société d' Histoire duThéâtre. Links para publicações, centros de pesquisa e documentação.
http://www.sht.asso.fr/ressources/liens_utiles
quarta-feira, 26 de março de 2014
Apresentação
Olá! Sou Mônica
Tavares, bailarina, atriz e cantora cênica. Em BH/MG iniciei a formação em
dança moderna com Marilene Martins no TransForma Centro de Dança Contemporânea (escola e grupo) entre 74
e 82. Em 84 estudei, coreografei e dei aulas de dança moderna em
Sioux Falls, SD/ EUA. Bailarina do Baleteatro Minas entre 83 e 87. No Grupo de
Dança 1º Ato - entre 88 e 98 com espetáculos assinados por Dudude Herrmann,
Arnaldo Alvarenga, Bebeto Cidra, Sérgio Funari, Sônia Mota, Tuca Pinheiro e
Suely Machado. A partir de “Carne Viva” de Dudude e Arnaldo, começamos a
trabalhar como bailarinos compositores e com espetáculos com direção teatral de
Paulinho Polika em “Isto aqui não é Gotham City” e “Quebra-cabeça”; Rodrigo
Campos em “Cavaleiro de Copas”; Gerald Thomas em “BIF – Uma Breve Interrupção
do Fim”. Sempre com aulas continuadas de dança clássica e contemporânea, teatro
e canto em muitos cursos, além de turnês pelas capitais, interior do país e
festivais internacionais de teatro no exterior. Professora de dança
moderna/contemporânea no TransForma e na Escola de Dança 1º Ato. Contemplada
com uma especialização profissional pela Bolsa Virtuose do MinC para estudar
teatro na escola Herbert Berghof Studio em NY/EUA entre 99 e 2001 com projeto
em atuação, corpo e voz. Desde 2001 dou aulas com a oficina “Jogos de
Improvisação Cênica” com ênfase no trabalho corporal para profissionais do
jornalismo/tv, músicos, psicólogos, educadores e artistas em empresas,
universidades e grupos artísticos. Bailarina da Benvinda Cia de Dança 98/99 e
Meia Ponta Cia de Dança 2002 a 2004. De 2004 a 2007, fui assistente de direção
da Cia de Dança Palácio das Artes (cia do estado de Minas Gerais) e ensaiadora
de espetáculos de Gabriel Villela, Henrique Rodovalho, Mário Nascimento, Sandro
Borelli e assistente de coreografia de Tuca P. e Tíndaro Silvano. Entre 2003 e
2011, com uma proposta que denominei Canto Corporâneo Cênico,
apresentei shows solo em BH e RJ. Na Orquestra Brasileira do Rio de
Janeiro em 2010 e 2011, fui professora/preparadora corporal com jogos de
improvisação e coreógrafa dos músicos para o lançamento do CD no Circo Voador e
finalização do projeto no teatro Carlos Gomes. Também no RJ, participei com um
artigo, oficina e mesa de debates no Engrupedança - UNIRIO em 2009. Diretora da
cena/esquete teatral “Dois Pontos” que circulou em festivais de cena/ esquetes
no RJ entre 2011 e 2013 com algumas premiações.
Sou psicóloga
(monografia: “A relação bailarino-ator-criador-intérprete e o coordenador: uma
co-construção") e paralelamente com o trabalho artístico, fiz formação em
Terapia de Família no NOOS - Instituto de Pesquisas Sistêmicas e
Desenvolvimento de Redes Sociais - RJ, atendendo famílias, casais e terapia
individual.
Com um pensamento
integrador, busco nestas experiências construir um trabalho como ‘facilitadora
de processos de criação e composição’, seja para cena e/ou para os que
trabalham com “o corpo em exposição”. Esta trajetória completa 40 anos
(homérica!) este ano e está em detalhes no www.monicatavares.com.br e http://lattes.cnpq.br/0439814350971440
Este caminho aconteceu
na possibilidade de transitar em áreas afins e nas relações de parcerias de
criação. Por tudo isso, esta disciplina me despertou interesse e também no que
se refere à comicidade, além do universo de Homero como desafio e um super
aprendizado. Recém-chegada em Brasília, ‘estou’ aluna especial com desejo de
ingressar no mestrado. Então... arriscando na 'marcha da família acadêmica com
Zeus!'
Colaboradores do Blog
Todos foram convidados como autores. Então podem postar.
Há convites que não foram respondidos.
Creio que respondendo ao convite, você se tornar autor e pode postar aqui no Blog.
O convite foi feito para o email que você escreveu na lista. Use este email.
Abs.
Há convites que não foram respondidos.
Creio que respondendo ao convite, você se tornar autor e pode postar aqui no Blog.
O convite foi feito para o email que você escreveu na lista. Use este email.
Abs.
ampliando conceitos da aula de introdução a Homero
Na primeira metade da aula, conturbada pelos problemas técnicos, oferecemos uma discussão de contextos da épica homérica.
Vimos que o texto como o recebemos é resultado de um longo processo histórico, que se remete a tradições artísticas orais que recriaram guerras em outros lugares que os de Homero. Ou seja, a Ilíada é a reelaboração dessa longa tradição.
Na segunda parte da aula, procuramos, a partir disso esclarecer nossa situação de leitores.
Primeiro, temos uma relação com o texto escrito, somos leitores. Mas os padrões textuais de A Ilíada reivindicam a compreensão de processos de expressão que apontam para atividades performativas, interação face a face entre o performer e a audiência. Então, de leitores precisamos nos deslocar para agentes dessa interação, nos comportar como platéia em contexto performativo. Depois, compreendendo o jogo performativo, podemos produzir um outro jogo a partir do que compreendermos da poética que está presente na textualidade performativa de A Ilíada. Ou seja, nos tornamos bardos, Homero, autores. Do leitor, para a platéia até o autor - eis o caminho da disciplina.
Para tanto, precisamos entrar em contato com alguns procedimentos básicos da poética homérica, elaborada a partir de padrões tradicionais de composição oral/performativa.
Primeiro, é audiovisualidade: tudo é mostrado por meio de referências sonoras e auditivas. Som e imagem juntas. A espada assassina do soldado brilha e o inimigo morto reverbera seus gemidos.
Segundo, é o caráter pivotal das cenas em Homero. Pivô, um centro, uma base. Todas as cenas se articulam como duplicações da relação entre performer e audiência. Traduzindo: o narrador não se dirige na maioria das vezes diretamente para seu público. Não precisa: o que ele coloca em cena já se articula em perspectivas desdobradas e complementares. Em cena temos uma luta em dois soldados;que é mostrada pelo performer para a audiência. A guerra acontece na planície de Tróia observada pela corte de Tróia. O performer conta isso para audiência. Os deuses observam a guerra do alto, enquanto o performer mostra isso para a audiência. Assim, as cenas se organizam dentro de restrições observacionais como as da interação entre performer e audiência.
Depois, elencamos alguns temas para possíveis desdobramentos
1- questões de gênero: a outra guerra, a guerra das mulheres . O caráter sexual dos embates entre os soldados. O questionamento do masculino na guerra.
2- a morte que organiza os eventos em cena.
3- a comicidade elusiva, como a morte. Onde há a morte, há o humor. trata-se de uma questão fenomenológica: como mostrar algo que não se mostra além de seus efeitos?
Vimos que o texto como o recebemos é resultado de um longo processo histórico, que se remete a tradições artísticas orais que recriaram guerras em outros lugares que os de Homero. Ou seja, a Ilíada é a reelaboração dessa longa tradição.
Na segunda parte da aula, procuramos, a partir disso esclarecer nossa situação de leitores.
Primeiro, temos uma relação com o texto escrito, somos leitores. Mas os padrões textuais de A Ilíada reivindicam a compreensão de processos de expressão que apontam para atividades performativas, interação face a face entre o performer e a audiência. Então, de leitores precisamos nos deslocar para agentes dessa interação, nos comportar como platéia em contexto performativo. Depois, compreendendo o jogo performativo, podemos produzir um outro jogo a partir do que compreendermos da poética que está presente na textualidade performativa de A Ilíada. Ou seja, nos tornamos bardos, Homero, autores. Do leitor, para a platéia até o autor - eis o caminho da disciplina.
Para tanto, precisamos entrar em contato com alguns procedimentos básicos da poética homérica, elaborada a partir de padrões tradicionais de composição oral/performativa.
Primeiro, é audiovisualidade: tudo é mostrado por meio de referências sonoras e auditivas. Som e imagem juntas. A espada assassina do soldado brilha e o inimigo morto reverbera seus gemidos.
Segundo, é o caráter pivotal das cenas em Homero. Pivô, um centro, uma base. Todas as cenas se articulam como duplicações da relação entre performer e audiência. Traduzindo: o narrador não se dirige na maioria das vezes diretamente para seu público. Não precisa: o que ele coloca em cena já se articula em perspectivas desdobradas e complementares. Em cena temos uma luta em dois soldados;que é mostrada pelo performer para a audiência. A guerra acontece na planície de Tróia observada pela corte de Tróia. O performer conta isso para audiência. Os deuses observam a guerra do alto, enquanto o performer mostra isso para a audiência. Assim, as cenas se organizam dentro de restrições observacionais como as da interação entre performer e audiência.
Depois, elencamos alguns temas para possíveis desdobramentos
1- questões de gênero: a outra guerra, a guerra das mulheres . O caráter sexual dos embates entre os soldados. O questionamento do masculino na guerra.
2- a morte que organiza os eventos em cena.
3- a comicidade elusiva, como a morte. Onde há a morte, há o humor. trata-se de uma questão fenomenológica: como mostrar algo que não se mostra além de seus efeitos?
vinte e três colegas... Onde estão vocês?
Os convites para este blog foram enviados na sexta passada, dia 21. Menos de um terço dos estudantes postou algo e/ou sua autoapresentação.
Além das minhas postagens, vocês podem se valer do blog para questões, contatos e trocas, ampliando o que eu postei.
Será aqui que também que será informado por vocês a abertura dos blogs dos processos criativos, com a postarem do endereço do blog.
Marcus
Além das minhas postagens, vocês podem se valer do blog para questões, contatos e trocas, ampliando o que eu postei.
Será aqui que também que será informado por vocês a abertura dos blogs dos processos criativos, com a postarem do endereço do blog.
Marcus
terça-feira, 25 de março de 2014
Apresentação: Denis Camargo
Olá pessoal,
Sou Denis Camargo e sou doutorando e Mestre em Artes pela Universidade de Brasília (UnB), linha:
Processos Composicionais Para a Cena. Também tenho formação em Bacharel em Interpretação Teatral pela
UnB (1994- 1998), desde a minha formação eu atuo nas artes cênicas como: professor, ator,
palhaço, diretor teatral e produtor cultural.
Sou co-fundador e integrante do grupo
BR S.A. - Coletivo de Artistas que surgiu em 2009 com o objetivo de trabalhar
com o processo criativo teatral baseado no "processo colaborativo". Com o grupo
BR S.A. participei dos processos criativos dos espetáculos: em 2009 - "O casamento - uma grande
comédia!" baseado no texto O
matrimônio de V. Gogol, em 2010 -
"A loja dos suicidas" livre adaptação do romance homônimo de Jean
Teulé, em 2010 e 2011 - "Procura-se" espetáculo de palhaços criado e
desenvolvido em parceria com Gustavo Reinecken, em 2012 - "Sobre trutas, cibalenas e
olhares" inspirado no conto Olhar
de Rubem Fonseca. Em 2013, o espetáculo "Hipóteses para Shakespeare a céu aberto" inspirado em Romeu & Julieta, Hamlet e "Seis personagens em busca de um autor" com dramaturgia colaborativa de Lidiane Araújo.
Participei de diversas oficinas de
clown, dentre elas com os mestres: Avner - the
eccentric - (EUA); Doutores da Alegria/SP, Leris Colombaioni, Hilari
Chaplain, Doutores da Alegria, Ézio Magalhães, Pepe Nuñes, João Artigos, Mauro
Zanatta e Márcio Libar. Concluiu o 1o. ano do curso Formação Profissional em
Clown da escola Le Samovar na França. Ademais,
criei e coordenei o projeto social denominado Risadinha -ação pelo riso e pela
saúde! desenvolvido no Hospital Regional da Asa Norte, Brasília - DF, desde o
ano de 1998 até 2007. Atualmente, esse projeto encontra-se sob coordenação de Ludmilla Valejo. Este projeto lida com a ações de artistas palhaços nas enfermarias
e corredores do HRAN e tem como foco a realização de visitas clownescas a
pacientes hospitalizados.
Tive pouca experiência em docência: Faculdade
de Artes Dulcina de Moraes/2007, Universidade de Brasília/2011 e Instituto
Federal de Brasília/2012. Contudo, o meu grande objetivo é me tornar um professor de artes cênicas da Universidade de Brasília.
segunda-feira, 24 de março de 2014
Saudações a todos. Sou Rogério Rodrigues de Oliveira. Sou bacharel em música-canto, especialista em música brasileira do séc. xx e mestre em música (habilitação - canto coral). Desde 2010, atuo como professor de música do Curso de Licenciatura em Dança do Instituto Federal de Brasília (IFB) e, atualmente, coordeno o Grupo Interdisciplinar de Pesquisa em Música do IFB/CNPq. Tenho interesse em perscrutar conjunturas interartes em geral, com foco na interface música/dança. No ano passado, inscrevi-me como aluno especial no programa de Pós-Graduação em Arte da UnB, cursando a componente curricular ministrada pela professora Soraia Silva acerca das principais correntes da Dança Moderna. Esse conhecimento engrandeceu sobremaneira o meu alcance cognitivo nessa área de modo que pretendo alargar esse estudo participando dessa disciplina que apresenta um perfil interessante de investigação estética na contemporaneidade, de base teórico-prática tendo como referência a Antiguidade Clássica, por meio de conexões integradas de instâncias artísticas diversas.
Abraço,
links recitação homero
Eis alguns links de recitação do texto de Homero a partir do original.
Interessante observar a diversidade de propostas e resultados.
E ouvir os sons.
Interessante observar a diversidade de propostas e resultados.
E ouvir os sons.
HOMERO DECLAMAÇÃO
http://iris.haverford.edu/troy12/
Leitura Homero- Sons
Lembrem o que discutimos na segunda parte de nossa aula:
Entre as marcas da escrita homérica está a sua audiovisualidade. Há sempre uma imagem e sua contrapartida sonora.
Eu fui vendo isso e marcando no texto.
Na maioria das vezes a gente marca ideias, frases, conteúdos verbais. Mas é impressionante ver a produtividade de referências sonoras no texto.
Para tanto, seguindo exercícios e ideias de Murray Shaffer(Afinação do Mundo, O ouvido Pensante,Educação sonora), podemos primeiro
1- identificar as fontes sonoras. Ou seja, para haver som algo ou alguém precisa produzir este som. De onde vem o som? deuses, homens, lanças
2- qual é a qualidade desse som (Altura, intensidade,etc)
3- em que contexto este som é produzido ( espaço interno/externo, guerra, festa, etc..)
4- cinematismo do som (homologia com planos visuais )
5- como o som é percebido nas cenas pelos agentes.
6- Paisagens sonoras - sons nos céus, sons na guerra, sons no palácio, etc.
Abs.
Entre as marcas da escrita homérica está a sua audiovisualidade. Há sempre uma imagem e sua contrapartida sonora.
Eu fui vendo isso e marcando no texto.
Na maioria das vezes a gente marca ideias, frases, conteúdos verbais. Mas é impressionante ver a produtividade de referências sonoras no texto.
Para tanto, seguindo exercícios e ideias de Murray Shaffer(Afinação do Mundo, O ouvido Pensante,Educação sonora), podemos primeiro
1- identificar as fontes sonoras. Ou seja, para haver som algo ou alguém precisa produzir este som. De onde vem o som? deuses, homens, lanças
2- qual é a qualidade desse som (Altura, intensidade,etc)
3- em que contexto este som é produzido ( espaço interno/externo, guerra, festa, etc..)
4- cinematismo do som (homologia com planos visuais )
5- como o som é percebido nas cenas pelos agentes.
6- Paisagens sonoras - sons nos céus, sons na guerra, sons no palácio, etc.
Abs.
Grécia e referências afro
A grande pesquisa que eu falei pra vocês vem de Martin Bernal.
é a coleção de livros Black Athena. Afroasiatic Roots of Classical Civilization.
É em três grandes volumes, mais um de respostas aos críticos.
Fora os livros de Berlineblau e o organizado por Lefrowitz contra a teoria de Bernal.
É uma polêmica que não encontrou eco no Brasil, um país conhecido por sua "democracia racial".
Abs.
é a coleção de livros Black Athena. Afroasiatic Roots of Classical Civilization.
É em três grandes volumes, mais um de respostas aos críticos.
Fora os livros de Berlineblau e o organizado por Lefrowitz contra a teoria de Bernal.
É uma polêmica que não encontrou eco no Brasil, um país conhecido por sua "democracia racial".
Abs.
música e transe
Para os que querem trabalhar com o tema de música e seus efeitos a partir de contextos rituais, v.
Music and Trance. A Theory of the Relations between Music and Possession. (The University of Chicago Press, 1985). Originalmente foi publicado em francês.
Music and Trance. A Theory of the Relations between Music and Possession. (The University of Chicago Press, 1985). Originalmente foi publicado em francês.
domingo, 23 de março de 2014
Nitiel
Ola, Meu nome é Nitiel Fernandes. Sou graduando (Licenciatura) e Bacharel em Artes Cênicas (UnB), recém formado. Fiz algumas pesquisas sobre o treinamento o ator. Atualmente sou professor do Colégio Ideal Ensino Fundamental em Taguatinga/DF, ministrando a disciplina de Artes Cênicas e Visuais do 6º ao 9º ano. Estou na disciplina por curiosidade. Ainda não sei se quero fazer pós e se quero uma pós em Artes, por isso a disciplina será bem interessante pra tirar minhas dúvidas existenciais (kkkk).
É isso.
É isso.
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