sexta-feira, 30 de maio de 2014

dúvida!?

Isa e turma,
Estou postando algumas fotos só para uma ideia bem superficial do espaço.
A B1-51é parecida com a B1-59; e a BSS-51 com a BSS-59.
Fiquei com uma dúvida: alguém sabe me dizer se a B1-16 também faz parte?

Sala BT-16














Sala BSS-51













Sala B1-51













E-mail do Rafael Tursi/Informações

Olá Prof. Marcus e turma, por favor, me informem o e-mail do Rafael Tursi.

Denise me passou a aula de quinta, mais ainda gostaria de ter uma compreensão maior sobre as salas disponíveis para apresentação. Tive uma ideia: os colegas que apresentaram no Cometas Cenas do semestre passado pode nos enviar fotos dos trabalhos em apresentação? Pois consequentemente visualizaremos as salas. Se forem as mesmas, claro. Das cinco salas disponíveis alguma é uma caixa preta? 

Sobre o horário, não podemos apresentar a noite, por conta do horário de volta. São três horas de viagem até o destino final. Então, para que os alunos se desloquem com segurança até as suas casas, precisamos sair cedo de Brasília.

Estou em viagem, participando de alguns eventos, um deles é o Dança em Foco. No Sábado os meus meninos vão ensaiar sozinhos, o facilitador será o Ernandes. Estou ansiosa pelo resultado. Comentei com eles que no dia que o Prof. Marcus precisou se ausentar, a turma se desenvolveu com ótimas apresentações. Espero também, ter esta grata surpresa.

Até domingo encaminharei todas as informações. 
Acompanhem e colaborem com o nosso trabalho: http://aladaspalavras.wordpress.com/

abraços,

Isa. 

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Projeto baseado na Ilíada de Homero une Curitiba à Grécia


Uma parceria entre a Cia. Ilíadahomero de Teatro, a Fundação Cultural de Curitiba e o Centro Cultural Teatro Guaíra levará ao palco do Teatro Londrina o projeto Ilíadahomero – Grécia/2016. O projeto durará dois anos e trará leituras dos cantos da Ilíada, de Homero, culminando em uma apresentação na Grécia, simultaneamente com a abertura das Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016. As primeiras apresentações acontecem neste fim de semana, de 8 a 11 de maio, no Teatro Londrina – Memorial de Curitiba.
“A cultura grega influenciou todo o ocidente. Apesar disso, as Olimpíadas modernas fazem pouca referência à Grécia. Este projeto é um reconhecimento dos artistas paranaenses deste legado e uma aproximação com a tradição do helenismo”, explica o diretor da produção, Octávio Camargo. O projeto é baseado na obra traduzida para o português por Manoel Odorico Mendes e tem iluminação de Beto Gruel e cenografia de Enéas Lour.

Em maio, o público curitibano terá a oportunidade de acompanhar a leitura do Canto I, interpretado por Claudete Pereira Jorge, que narra o desentendimento de Aquiles e Agamémnom durante a guerra de Troia. A atriz já realizou esta leitura na Biblioteca Pública do Paraná, na Biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo, e na Fundação Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro. Na Europa, a performance foi apresentada nas cidades de Berlim, Skopje, Amsterdam e Atenas. Em 2006, ela participou da I Bienal de Arte Contemporânea de Thessaloniki, na Grécia. Teve duas indicações e um prêmio no troféu Gralha Azul.

Também em maio, durante a Semana Literária, apenas para docentes municipais, haverá a leitura do Canto XVI, por Richard Rebelo, narrando as aventuras do herói grego Patroclo. Esta apresentação, que também já percorreu diversas cidades brasileiras, será reagendada posteriormente para o público em geral.
“A Ilíada é o texto mais antigo do ocidente, é o grande dicionário da literatura ocidental. A possibilidade de apresentarmos todos os cantos para o curitibano é um grande incentivo à leitura de uma obra clássica e um poderoso veículo cultural extracurricular continuado para professores e escolas”, avalia Camargo.

As apresentações do Canto I acontecem nos dias 8, 9 e 10, às 20h, e no dia 11, às 17h, no Teatro Londrina, no Memorial de Curitiba. Para julho e agosto já estão programadas apresentações do Canto III, interpretado por Lori Santos, e o Canto XXII, interpretado por Patrícia Reis Braga.
A Ilíada - A Ilíada é constituída por 15.693 versos em hexâmetro datílico, que é a forma tradicional da poesia épica grega. Foi composta por uma mistura de dialetos, resultando numa língua literária artificial, que nunca foi de fato falada na Grécia.


Serviço:
Canto I – IlíadaHomero – Grécia/2016
Local: Teatro Londrina – Memorial de Curitiba (R. Claudino dos Santos, 79)
Datas e horários: de 8 a 11 de maio de 2014. De quinta-feira a sábado, às 20h, e domingo, às 17h
Ingressos: R$ 15
Mais informações em iliadahomero.wordpress.com

quarta-feira, 28 de maio de 2014

MATERIAL PARA AMANHÃ.

DE qualquer forma, levem as informações em arquivo de word e em pendrive para a gente juntar todas em um arquivo. 

ENCONTRO COM A PRODUÇÃO AMANHÃ. URGENTE.

Olá, Marcus e grupo.

Segue o link para inscrição no COMETA CENAS. Desde o ano passado estamos fazendo as inscrições apenas via internet e para realizar a sua inscrição, basta clicar no link abaixo:



Após abrir a página com a ficha de inscrição, preencher os campos solicitados. Atenção: os campos marcados com * são de preenchimento obrigatório.

Como acertado entre a equipe COMETA CENAS e o professor Marcus Mota, as apresentações referentes a esta disciplina ocorrerão TODAS na quinta-feira, dia 10 de Julho de 2014. Sendo assim, preencham desta forma no campo referente a data de apresentação. 

** É importante lembrar que para a logística da programação da mostra, evitaremos o choque de horário entre as apresentações, portanto os grupos devem se organizar para criarmos a ordem das apresentações de vocês.

Estarei com vocês amanha durante a disciplina do Marcus para explicar o evento e sanar possíveis dúvidas.

Abraços

rafael TURSI
(61) 8119.9443
Coordenador Cometa Cenas

100 anos em 100 segundos

Luíza,

Contribuições para seu trabalho.
Vídeo de moda e dança.
beijosss

https://www.youtube.com/watch?v=7JxfgId3XTs


Humor- Propaganda da "vitameatavegamin"

Este vídeo do seriado "I love Lucy" apresenta tb os procedimentos analisados pelo Marcus de exemplos de outros seriados em sala. Esta versão é mais completa.

terça-feira, 27 de maio de 2014

A Musa do Cangaço (parte 1)









Dadá nossa Helena, Afrodite ou Iris de pés Velozes?!

Processo de PHH - A Família Pós traumática

Oi, Turma.
Estou postando a minha escrita final de cena, com as adaptações surgidas através de ensaios. Irei postar no meu blog quando terminar a edição da narração em off. Bjs.

PHH - A Família Pós Traumática


PHH – A família pós traumática

Mapa da Cena


(Audiência entrando, e se acomodando no espaço, em volume baixo, quase imperceptível, a transmissão de um jogo em um radinho de pilha, que se manterá durante a apresentação como um fundo musical)

Cena projetada na sala:  (vídeo) caixão, corpo sendo velado, uma bandeira do Brasil cobre o caixão, Príamo e Hécuba na cena, chorando, hora de deixar o caixão, Príamo tira a Bandeira do Brasil e coloca sob os ombros de Hécuba. Saem.

Entram na cena (início da ação) mesma roupa e comportamento do vídeo.

Príamo e Hécuba chegam ao velório do filho, cumprimentam a platéia que assumem o papel de veladores do corpo de Heitor.

Hécuba (enquanto cumprimenta) -“Não há nada mais penoso para os mortos do que errar à toa”.

Se dirigem para o filho morto (projeção na tela).
Príamo senta-se (cadeira giratória, assim com as transições apenas girará a cadeira).
Hécuba ( fala para Príamo, porém o olhar é para  ponto na platéia, ele cabisbaixo)
-Príamo, meus olhos avistam um brilho, vai se aproximando, se aproximando (estranhamento e reconhecimento com indignação)
- é Aquiles, o de pés velozes,  monstro (cospe)!
-(sacárstica) -Como brilha, quanto brilho, é só brilho!

(Para platéia) -Tanto brilho é índice de grandes desgraças!

(volta para o filho morto (projeção)).

-(desdém e maldosa) como é soberbo, e com arrebatada galharda.
Vem numa carreira veloz , os pés e os joelhos, assim, alternando a correr.
(Príamo levanta e ambos começam a se aquecerem para o futebol, já na perspectiva do jogo que irão torcer)

(Hécuba se recompõe e se volta para platéia, explicando).  Ele, Aquiles vem se vingar por Pátroclo, que Heitor, meu filho, matou (orgulhosa). Pátroclo (maldosa) o inesquecível Amigo de (PS) Aquiles.

(volta para palco, falando com carinho)
-Heitor, Heitor não saia de casa, filho. Não se arrede daqui. Ouviu?!  (primeira deixa)

(palavra ouviu? Funciona como “deixa"para a desconstrução que deverá ser realizada de forma dinâmica e minimamente marcada para surtir o efeito desejado)

1º sinal – desconstrução – Ouvem a narração e torcem.
(voz do narrador em off)

Lá vai Heitor pro campo / é Guerra / é Guerra / treme na base Heitor / o domador de cavalos / quando vê o homem / O homem é grande / o homem é grande / apesar das ternuras com Pátroclo / o homem é grande / é tá furioso / tá furioso / confiando nos seu pés rapidíssimos / velozes / como um gavião a voar atrás da pomba tímida que escapa de esquelha / é Heitor correndo/ é Heitor correndo/é Heitor correndo
O ínclito Heitor correndo de Aquiles / E vai correndo ao redor do muro / É patético /  inacreditável / O pai e a mãe sofrem /  peito confrange-se /
É sensacional / Aquiles e Heitor /
Um correndo atrás do outro/ O outro correndo do outro/ E vão dando voltas / é vão dando voltas /
É o seguidor / É o seguido /  É o perseguido / é o perseguidor/
Foge um notável guerreiro / Um mais forte no seu encalço / sempre velozes/
O impecável Aquiles vai no encalço do Heitor/ que já não consegue mais se aproximar das portas Dardânias / Aquiles / o força a se afastar das portas/
O Guerreiro fadado à morte / Nem Zeus, deuses, nem nada /


2º sinal – desconstrução – Ambientação do velório

 (Príamo se volta para o filho e Hécuba para o público)

Hécuba – (sem esperança) Acabou! (explicando) a deusa Palas Atenas baixou agorinha mesmo por cima dos cumes do Olimpo. Ela vai proteger Aquiles, (debochando) o de pés velozes, forte. (maldosa) mas tem calcanhar fraco.
Febo Apolo (orgulhosa) o deus que protege Heitor. (explicando) Até deu uma forcinha, pondo agilidade e inconteste vigor aos seus volumosos membros varonis. (conformada)  Mas Zeus é que manda, já pôs na balança quem vai parar no mundo do Hades, (pesarosa) o prato mais pesado na balança foi de Heitor.

Hécuba (olhar para longe, alienada, aconselhando o filho)
- Heitor, Heitor, não fique aí, meu filho, à espera deste homem, isolado sem ninguém que te ajude. Ele é mais forte que você, cruel e duro.
Não o enfrente, vai acabar morrendo.
-(chorosa) Oh, destino inditoso!
-(enfática) Heitor, Já falei, não saia. Demonstre piedade, pelo menos a esses  seios murchos  de tanta mamada que te dei,  pra te acalmar quando era bebê.

(para platéia) Amamentei ele até os 3 anos. Mas eles não obedecem.

(volta para vídeo)
(com raiva) Se morrer, filho de uma égua, infeliz, não chorarei no seu leito. (segunda deixa).

3º sinal – desconstrução – Ouvem a narração e torcem.
(voz do narrador em off)
O pai e a mãe sofrem / peito confrange-se.
É sensacional/ Aquiles e Heitor/
Atenas se aproxima de Heitor/ metamorfoseada de seu irmão / deusa maldosa, hein/ Heitor está sendo enganado pela deusa/ Heitor resolve enfrentar Aquiles
 pensando que tem a ajuda do irmão/ mas não é de igual pra igual/Aquiles tem a ajuda da deusa/
Heitor diante de Aquiles pede para invocarem os deuses eternos/ e quem vencer não ultrajar o corpo do outro/ Aquiles com raiva diz que não fará nenhum pacto/ nem juramento com Heitor/ Que é ódio que ele sente/ ódio é ódio/não há nenhuma amizade entre eles/E começa o combate/ o tempo fecha/ É Aquiles atirando a lança de sombra comprida em Heitor/ é Heitor atirando a lança de sombra comprida em Aquiles/É uma beleza de combate/
Aquiles atira-lhe a lança longa de sombra comprida/ Heitor se esquiva/ Palas Atenas escondida entrega de novo a lança a Aquiles/ espertinha essa Palas Atenas/
Heitor atira-lhe a sua lança longa de sombra comprida/ crente que vai vencer/ É o fim domador de cavalos/
O Guerreiro fadado à morte / Nem Zeus, deuses, nem nada /


4º sinal – desconstrução – Ambientação do velório
 (Príamo se volta para o filho e Hécuba para o público)
(cantando,voz infantil) -Vem meu pimpolho / Heitor/ o domador de cavalos /

volta para palco)
Agora é tarde, Heitor,não tem como se arrepender,agora é tarde.
Lá fora é Guerra!
(atônica) Aquiles à espreita, com sentimento terrível, como a serpente que nutre a espera do bote.

(para o público)
Lá for a é Guerra, (aconselhando) Nunca! ouviram bem?
Nunca confiem nos deuses, nunca! Especialmente aquele que atende pela alcunha Zeussssss! Zeussss!
(terceira e última deixa).

5º sinal – desconstrução – Ouvem a narração e torcem.
(voz do narrador em off)

É uma beleza de combate/
A lança bate no meio do escudo de Aquiles/ Heitor fica sem a lança/ procura ajuda/ cadê o irmão/ não tem ninguém/não tem ninguém/ está sozinho/ Heitor/ Sente o coração pesado/ percebe que fora enganado por Palas Atenas/ Pobre de mim/ lamenta Heitor/ Aquiles se prepara para o golpe fatal/ o espaçozinho abaixo da garganta está sob sua mira/Heitor pensa que o destino o apanhou/mas não quer morrer de forma passiva/inglória/ Quer morrer de forma grandiosa/ não quer ficar no anonimato/ Quer morrer com brio/
Heitor ainda puxa a espada para ser lembrado com dignidade / a garganta nua/  Aquiles olha para o belo corpo de Heitor / analisa onde pode penetrar a sua lança de sombra comprida/ vê o espaço entre a clavícula e o pescoço/ a clavícula e a garganta/ alvo de ataque/ o ponto funesto de despedida de toda alma/é o fim da vida/ É lá /É lá que a o Pélida encrava a sua lança,/sem piedade/ Heitor ainda pede que não profane o seu corpo/ que não o entregue a cães e abutres/ Heitor, você foi avisado, sua mãe te avisou/ teu pai te avisou/Perdeu?

E é  a gol/ E é  a gol/E é  a gol. Gooooooooool

(os dois em câmera lenta, negação com a cabeça, juntos se voltam para o filho chorando)

( narrador em off, ritmo mais lento)

Aquiles / fura os fortes tendões dos dois pés/ de Heitor / do calcâneo aos maléolos/ passa uma forte tira de couro de boi / prende ao carro / deixando a cabeça tocar no chão duro /
Sobe  para o assento do carro / a poeira levanta o cadáver do chão / os cabelos escuros/ esparzem-se na terra /a cabeça  majestosa/  os cabelos escuros/ Heitor é arrastado/

Hécuba (se volta para a platéia)

Meu filho é ultrajado no meu  próprio quintal/por Zeus/

(Príamo e Hécuba congelados, enquanto som de enterro acontece, saem os dois seguidos pela platéia)

"Povo da Dança"

Pessoal, O Boticário está com o edital "O Boticário Na Dança" aberto até dia 15 de junho. O link:
http://patrocinios.oboticarionadanca.com.br/Home/Regulamentos
Para vários tipos de projetos.
Bjo

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Conversor de vídeos

Olá pessoal, infelizmente não estarei presente no próximo encontro (29/05), mas foi pensando na demanda para conversão de vídeo que resolvi escrever este post. 

Diante da experiência da semana passada, me parece que o formato compatível para visualização naquele Windows é o .mov, embora o PC aceitou e leu alguns formatos em .mp4 (vai entender?). De qualquer modo, tratando-se de Windows a dica é sempre levar mais de um formato, para garantir. 

Um bom conversor, para quem usa Windows, é o FormatFactory: usei esse durante um tempo, ele é gratuíto, leve. As vezes trava, mas é só desinstalar e fazer o dowloand novamente.

Para quem usa Macbook, indico o Whondeshare. Ele é muito bom, NÃO é gratuíto, mas vale a pena, converte para praticamente para todos os formatos (esse é o meu!).

Fazendo uma pesquisa na web, encontrei uma nova versão do Whondeshare, esse nunca testei, mas vale a pena conferir, pois a marca é confiável. Compatível para Mac e PC. Link: http://www.wondershare.com.br/ad/video-converter-ultimate-win-mac.html?gclid=COCp3efnyb4CFSsV7AodBF8AeA

Ainda, quem tiver dificuldade e precisar de ajuda, podem me enviar os vídeos que faço a conversão daqui (encaminha via https://www.wetransfer.com/), e também em sala de aula, podem contar com a minha colaboração. 

abçs.

Isa Sara Rêgo

patins e artigo

Luiza eu tenho um patins, posso te emprestar! quer que leve no próximo encontro?
Camila, o artigo que vc me mandou é lindíssimo, obrigada, me ajudou bastante!

Roteiro - Reizada de Amor.

Colegas, estou postanto o meu roteiro, que está sempre mudando, mas essa é a última versão por favor, quem puder ler. Se houver espaço, pretendo falar sobre o meu processo no próximo encontro. 
Coloquei  acesso secreto para o meu blog, só quem está como colaborador pode acessar, pois postei algumas entrevistas, enfim vou convidar novamente.

Reizada Amor.


Entram pela platéia com sanfona, viola. Como em uma folia de Reis, lembrando uma festa com muita alegria.

Reizada.

“ Abre a Porta ò maninha
Que a folia já vem
Chame o povo
É hora de cantar
A Reizada desse ano
Tá bonita pra danar.

Pegue a Bandeira ó maninha
Traz o palhaço pra roda
Faz um grude
O povo quer comer
A Reizada desse ano
Vai cantar até romper

Vai romper na aurora
com muita cantoria
Traz mais grude
É dia de folia
A Reizada desse ano
Vai trazer muita alegria

Alegria para mim
Alegria pro cê
Pro Vovô, pra vovó e pra Titia
A reizada desse ano
É louvada desse dia”.

Narradora:

Boa noite! Eu, Homera Lorota, sou uma contadora de História,   descendente legítima de Homero, o maior contador de História, do mundo. Hoje contarei uma história que chamada Reizada de amor. É uma história que aconteceu, ou poderia ter acontecido no interior de Minas Gerais. Eu a recebi de fontes fidedignas,  íntimas, secretas, familiares. São “Memórias inventadas”, como diria Manoel de Barros.
(coloca a sanfona no chão).
Como em uma Folia de Reis, essa festa começa com muita alegria, louvando o nascimento do Amor. Há floreados, sim: há cantos e contracantos, comentários e palavreados, produtos da imaginação, ficções que podem vir à mente na hora de contar, isso necessário para dar colorido e vida à história. “Quem conta um conto aumenta um ponto”, mas qualquer semelhança com a realidade não é mera coincidência. É! quanto ao essencial, vocês podem crer sem nenhum receio de serem ludibriados: é tudo verdade, quase verdadeira.
(senta no banquinho com a cabeça para baixo indicando um movimento de  inspiração).

Era uma vez, uma donzela de lindo rosto moreno, pés pequenos e tranças de negro tom, chamada Maria Rita Silva de Santo Antônio. Carregava Santo Antônio no nome, porque nasceu no dia do Santo casamenteiro, mas era mas conhecida como Maroca. Maroca era a filha mais nova dentre os 10 filhos de Pé Justo, como era carinhosamente chamado o Sr Justiniano Henriques da Silva, e de Dona Maria Delfina, mulher simples e muito dedicada a família.Reza a lenda, que Maroca, a donzela, apaixonou-se perdidamente por um jovem domador de cavalos chamado Heitor Silvério do Carmo.

Heitor, jovem de espírito guerreiro e audaz, deixou sua cidade natal, Santa Luzia e se embrenhou pelo sertão como um desbravador, para trabalhar em uma região próspera de Minas de ouro, (apontando o deodo e olhando para plateia) ali, ali ali, ali ó no interior de Minas Gerais onde morava Maroca, a donzela. Em sua cidade de origem, o audacioso Heitor era tido com uma figura quase lendária pela bravura com que enfrentava seus inimigos (coisa comum na época). Mas especialmente ficou famoso pela perspicácia e inteligência com que dominava cavalos, vacas selvagens. Ao chegar, dedicou-se a profissão de vaqueiro e domador de animais nas fazendas da região.Tenaz em combate, Heitor, também tratou logo de atiçar os corações da moças casadoiras.

Maroca, de lindo rosto moreno, não era propriamente a mais divina das donzelas, mas despertava respirações profundas nos jovens camponeses. Menos em Heitor. O guerreiro, ainda não a havia notado e isso intrigava profundamente Maroca.

Certo dia,  a donzela Maroca, a pedido de seu pai Pé Justo foi buscar uma ninhada de ovos e um galão de leite na fazenda do Cumpadre vizinho. Esse tipo de cortesia era comum entre os colonos.  O vizinho, Sr. José Gabão Pereira, mas conhecido com Sr Juca Mandú era um fazendeiro farturento e muito respeitado na região. Foi casado com Rita Francelina Leite, com quem teve 13 filhos. Ficando viúvo, casou-se com Rosa Cortes, irmã da primeira com quem teve outros 17 filhos. Alguns desses filhos morreram em criança, mas a maioria chegou a idade adulta.

Bom.... voltando, Maroca, a donzela, seguia destraída à pé pelo grande pasto da propriedade do Sr Juca Mandú quanto deu de cara com uma vaca estourada.
À parte - Para quem não sabe, vaca estourada, é quando uma vaca ainda selvagem fugia desembestado do curral passando por cima de tudo. Encontrar com um vaca estourada, era uma das situações de extremo perigo.

Maroca,  com olhos ainda maiores de jabuticaba, ficou desesperada de medo. A Donzela estava em perigo, sozinha em meio a um descampado, sem nenhuma árvore ou cerca para se salvar, lançou um grito medonho e tratou logo de garrá na reza forte.
“Pai nosso que está no céu...”
O animal bufando se aproximava.
“Ave Maria cheia de graça...””
 A vaca tinha ira no olhos
“Creio em Deus pai todo poderoso...’
O estouro tremia o chão.

Mas eis que de repente, Maroca escuta o trotear de uma animal em alta velocidade, sente seu corpo sendo laçado por um forte braço e depois lançado para o dorso de um cavalo branco.
Tudo parou,  enquanto a vaca estourada ainda corria atrás do cavalo. Maroca só ouvia os pássaros cantando, o trotear do cavalo, sentia a respiração quente e ofegante do animal, o vento, o sol, o cheiro de pasto, de estrume de vaca e o calor do corpo de seu herói. Era Heitor, forte dominador de debandadas, ele que já antes combatera um exército
 de cavalos, vacas selvagens e onças famintas, ele que já antes combatera semelhante a uma tempestade, o fez, capturando Maroca com um gesto de cima para baixo chicoteando o cavalo e levantando um grande grito de clamor e depois conduzindo-os para a sombra segura de uma mangueira frondosa.

(Música  Romaria cantada e  tocada na viola e sanfona.) ( brincando os os bonequinhos)

Romaria.
Renato Teixeira

“É de sonho e de pó
O Destino de um só
Feito eu perdido
Em pensamentos
Sobre o meu Cavalo.

É de laço e de nó
De jibeira e jiló
Dessa vida
Cumprida a só

Sou Caipira, Pirapora
Nossa Senhora de Aparecida
Ilumina o mina escura e funda
O trem da minha vida.”( 2x)

Romaria:


( A música continua baixinha e instrumental)

Os dois desceram do cavalo, se olharam e tal como quando um homem forte com o afiado machado golpeia atrás dos chifres de um boi do curral e corta os tendões completamente e o boi cai para trás, assim: fatal, foi o amor de Maroca por Heitor e o de Heitor por Maroca.

Maroca ao som da viola tocando Romaria diz para Heitor:

Simplesmente Amor.
( Maria Tereza Guimarães Abreu – minha Tia avó)

É tão sincero puro e inocente
O amor que sinto por você!
Ele nasceu assim, como a plantinha
Que cresce, sem agente ver porquê.

Ë tão sincero, puro e inocente
Existe sem motivo, sem porquê.
Igual a flor que se abre ao amanhecer
E o amor que sinto por você.

E tão sincero, puro e inocente
Outro igual no mundo não se vê.
Como  o canto feliz das avezinhas
É o amor que sinto por você.

Ë tão sincero puro e inocente
O meu amor, tão lindo, assim, porquê
Quando Deus criou o universo
Fez o amor que sinto por você!

Termina em êxtase, gemidos e gritos de amor. Ao som tranquilo da viola que ao final da poesia puxa para a levada de catira e Maroca já comemora com uma catira traçada  um duelo com o violeiro.

No dia seguinte começava a Folia Reis com direito a catira e brincadeira no final. Era início de ano, quando o povo religioso louvava o nascimento do Amor na figura do Menino Deus reviviam a visita dos três Reis do Oriente.

Almoçando ali, jantando acolá, comendo um queijinho aqui, uma cachacinha mais adiante os foliões iam pelas fazendas angariando donativos para a reza do terço. Dessa vez, a fazenda do Sr. Pé Justo, pai de Maroca, seria a Casa do Festeiro.

Não sei se foi acaso do destino ou se foi o Santo Antônio, o adevogado casamenteiro deu uma mãozinha, mas para a supresa de Maroca Heitor  estava entre os foliões como ajudante do Capitão, substituindo o Sr. Zostres violeiro antigo da região, que já era de idade, coitado, e não tinha mais saúde para seguir com a folia. No interior, as notícias correm rápido e logo ficaram sabendo que  Heitor, o domador de cavalos, também era um exímio violeiro.

... Ai então fez-se a festa, sobretudo para Maroca e Heitor. Primeiro com a reza do terço, na sala principal da casa, ante um altar. A  saudação da lapinha foi com os dois flertando. O terço que geralmente era lento e monótono, pois a rezadeira era vagarosa e pronunciava com minúcia cada palavra. Para Maroca e Heitor a reza foi aquecida pelo namorico tal qual uma fogueira de São João aquece o inverno e o lume corre em leiras, os ramos estalam, o fogo cresce e a fumaça sobe para o céu.

Para acomodar os tantos convivas, se prevenindo de um possível tarde chuvosa, Sr. Juca Mandú armou a tolda coberta com folhas de coqueiro. Ali foi posta a grande mesa de tábuas sobre cavaletes de sustentação, coberta por toalhas brancas, onde foi servida a comidaria, jantar, mesa de doces e quitandas a que todos os convidados tinham direito. Depois desmancharam a mesa e começou o arrasta pé que foi até o amanhecer do dia seguinte.

Já na hora da brincadeira, os enamorados depois de vivido a Folia de Reis, se afastaram discretamente do festejo para prozear na varanda, entre risos tímidos e corações palpitantes.
(Pegando a sanfona e subindo no banquinho fala)
Heitor, dedilhou uma amorosa canção
à viola de límpido som para Maroca; enquanto os outros, na casa, com sintonizado estampido seguiam na dança da catira com uivos e gaitadas de alegria.
Heitor canta para Maroca a música:


Moreninha se eu te pedisse.
( domínio público)

“Moreninha se eu te pedisse, de modo que ninguém visse
De modo que ninguém visse, um beijo tú me negavas
Moreninha se eu te pedisse, de modo que ninguém visse
Um beijo tú me negavas ou dava, ou davas.

Moreniha, seu eu te encontrasse, na varanda costurando
Na varanda costurando e me recebesse sorrindo
Moreninha se eu te encontrasse na varanda costurando
E me recebesse sorrindo, que lindo, que lindo.

Beijava teus pés pequenos, teu lindo rosto moreno
Teu lindo rosto moreno e as tranças negro tom
Beijava teus pés pequenos  teu lindo rosto moreno
E as tranças do negro tom que bom que bom.

Moreninha, seu visse o mundo da janela dos teus olhos
Da janela dos teus olhos,  o mundo seria um doce
Moreninha se eu viesse o mundo da janela dos teus olhos
O mundo seria um doce, se fosse, se fosse.”

E os dias seguiram.... entre suspiros, namoros escondidos, sonhos, juras de amor eterno, serenatas, rosas, bilhetinhos e canções na viola. Heitor, o destemido, era como um Deus Grego: perfeito. Encantava Maroca em tudo. Com a beleza rude, a música doce, o cheiro suado de trabalhador e com as palavras de coragem, valentia que a miúde soltava. Queria desbravar o mundo com Maroca, ambicioso e destemido, não temia nada nem mesmo a morte.

Certa Noite, Heitor, em serviço galopando pelo sertão, ouviu notícias de uma Mina de ouro ainda não explorada na região do Alto Paranaíba. Aproveitou um noite escura e fria marcar território e se apossar da Mina. Isso não era um serviço fácil
Mal sabia Heitor que há tempos, uma família de anões, que viviam no povoado de Zalagoas/MG, haviam dominado algumas Minas de ouro na Região do Alto Paranaíba sem muito alarde.  Isso é verdade, eu não acredito em Papai Noel, Coelinho da Páscoa,Princesa encantada, mas em anão eu acredito, porque eu já vi.
Diziam o povo, que apesar de pequenos, os anões eram velozes como lobos, traiçoeiros, zombeteiros como raposas, eram incansáveis na exploração das Minas e tinham grandes habilidades de penetrar nas grutas devido a baixa estatura que eram dotados. No escuro se escondiam facilmente entre as pedras e moitas e ao perceber Heitor entrando destemido na Mina ainda virgem, um desses sorrateiros seres pequenos estava escondido deträs de um pedra mais alta. E como uma águia de voo sublime, que através das nuvens escuras se lança em direção à planície para arrebatar um bezerro ou pequeno veadinho, assim o anão, com o coração cheio de ira selvagem, foi em direção  ao pobre Heitor.

E como a Lua que surge entre as outras estrelas no negrume da noite, assim reluziu a ponta da faca, que o Anão apontou para o divino Heitor.
Primeiro olhou para a bela carne, para ver onde melhor seria penetrada. Ora todo o corpo de Heitor estava revestido por uma capa de vaqueiro de couro. Mas aparecia, o local onde os ombros se separa da cabeça, a garganta, onde rapidíssimo é o fim da vida.
Foi aí que o furioso anão trespassou completamente o pescoço macio de Heitor.

(cai no chão do banco coma mão na garganta).

Mas a faca pesada não cortou a traqueia, para que Heitor ainda pudesse proferir as últimas alada palavras:

“Agora  a morte está perto de mim, não há como fugir”.
( Cai e more)
 ‘ Era isto que
Jesus Cristo, o filho de Deus tecia como meu destino”.
( Cai e more)
 ‘ Que eu não morra de forma inglória, mas por ter feito algo de grandioso aos olhos Maroca e que eu não seja esquecido no tempo.”
(Morte final, Vai levantando do chão enquanto Entra viola forte tocando  - 'Nós cantemos' - O grito de Maroca faz a segunda voz característica da Música de Folia de Reis, com movimentos de arrancar o cabelo).
Gemeu agoniada a donzela e o povo à volta estava preso pela lamentação. A parecença era como se toda a cidade, ardesse com fogo de cima a baixo. Maroca não via mais cor no mundo, só queria adorar Jesus Cristo, casar com Deus. Para ela, era como se Heitor, ao morrer, tivesse, ao céu, fundido-se ao Santo Homem que morreu na Cruz para salvar o Mundo. Vivia da esperança de reever Heirtor no Paraíso junto de Deus. Ficou louca de amor reprimido, louca de amor inacabado.
Mas calma lá, meu povo, essa história apesar de triste, foi contada pra trazer alegria, o prazer do encontro, da festa que é contar uma história. Assim, nós, simples mortais, conseguimos perdurar nossa existência, mesmo depois da morte.
Aqui é o fim. Mas como a Folia de Reis, e tantas outras festas que há pelo mundo não acaba. Eu, Homera Lorota, me despeço agora, porque vou encontrar outro povo para reviver essa mesma História de amor, e irei contar, recontar e contar mais outras vezes, sempre contando…..
Retirada
 (Domínio Público - Música de Folia de Reis)
Adeus adeus eu já vou embora
Fica com Deus e Nossa Senhora ( 2x)

Adeus, Adeus, não chores não
Para o ano eu voltarei
Para cumprir nova missão ( 2x)

A retirada
A retirada
Eh! Meu camarada
A retirada

Ja vou embora
Já ou embora
Eh! Meu camarada
Vê se não demora!